Eu corria o mais
rápido que eu conseguia mais ele estava perto e eu sabia disso apenas ouvia
seus passos pesados e sua respiração controlada, e apenas corria o mais rápido
que podia e me escondia por entre as arvores, mas eu sabia que ele ainda me seguindo
e ele gritava:
-Corra o mais rápido
que puder meu bem, mas quando eu te encontrar vai ser bem pior para você.
Continuava correndo e
escutava ele gritando:
-Não fuja querida, eu
sinto você sinto pureza de sua alma eu quero para mim, não corra querida.
Olhei para as grandes
arvores mais não sabia onde estava então apenas continuei correndo em círculos,
e com um descuido meu tropecei em um galho e cai torcendo o meu pé, e uma
lagrima de dor cai dos meus olhos e abafei meu o grito de dor e ele gritou outra
vez:
-Sempre tão
descuidada não é querida, espero que sua cabeça esteja bem, estanque o
sangramento que tem nela quero seu corpo em prefeito estado.
Coloquei a mão na
cabeça, e estava realmente sangrando, sussurrei um “droga” e ele gritou de
novo:
-Estou mais perto do
que você possa imaginar querida.
Então coloquei forças
em minha perna e mandei avisos ao me celebro para continuar correndo, e quando
me levantei para correr outra vez encontrei aqueles olhos cinzentos olhando nos
meus, ele me deu um sorriso perverso pegou sua faca chegou perto de mim e disse
baixinho:
-Te peguei querida.
Então levantou a faca
e quando ia dar seu primeiro golpe...
Acordei assustada
suando, quem é ele?
Outro pesadelo, mais
uma noite sonhando com esses olhos cinza assustadores, não sei o que significa
só sei que isso já esta ficando frequente e esta me assustando, toda vez que
sonho com isso logo me vem à cabeça os assassinos dos meus pais, eles foram
mortos brutalmente por um assassino sem coração.
Mas meu coração não
suporta a dor de lembrar-se da morte deles eu era pequena mais me lembro dos
gritos dor e medo da minha mãe e dela implorando para me deixar viva e meu pai,
ele já estava morto caído ao lado de minha mãe, e eu pequena escondida atrás do
armário chorando baixinho e olhando para um rapaz alto com cabelos castanhos e
olhos Cinza, os mesmos olhos cinza
de meus sonhos.
E na minha mente eu
apenas repetia o meu mantra “Corra Ana
apenas corra e esconda seus medos atrás da sua porta vermelha”
Era isso corra Ana,
não vou mais pensar nisso eu apenas vou esconder aqueles olhos cinza e
assustadores junto com as lembranças dos meus pais mortos e da lembrança dos
lindos e verdes olhos da minha mãe sendo arrancados.
“Corra Ana apenas corra do
caçador de almas”
Esqueci-me de tudo
que atormentava a minha mente e levantei da cama eu preciso trabalhar, eu quero
esquecer o que aconteceu, eu tenho trabalho a fazer pessoas a cuidar não posso
me dar ao luxo de ficar sentada sem fazer nada enquanto pessoas ai fora
precisam de mim.
(...)
-Não acredito que
você ainda esta tendo esses sonhos sinistros. Amiga você precisa de um
psicólogo para ver isso.
-Julia eu sou
psicóloga lembra-se disso. – digo para minha assistente jogando um olhar
irônico para ela.
Para quem não
entendeu ainda eu sou psicóloga de um respeitado hospital e bom Julia é minha
assistente e melhor amiga, sempre vive dando conselhos para mim, bem alguns são
desnecessários mais outros são bem uteis.
-Ana eu já falei você
tem que... – Ju foi interrompida por batidas na porta então lanço um olha
confuso para ela e sussurro.
-Vá trabalhar Julia.
– e depois digo um pouco mais alto para quem estiver na porta ouvir. – Entre,
por favor.
Então Julia se
levanta indo para porta e um rapaz sorri para ela e entra então quando ele olha
para mim eu congelo em meu lugar são aqueles olhos os olhos que assombram a
minha vida por tanto tempo aqueles olhos Cinza.
Ele caminha
calmamente ate a minha mesa e com um sorriso enigmático no rosto então eu
levanto gentilmente mais ainda assustada ele estende a mão para mim esperando
meu cumprimento de volta, me desligo dos meus pensamentos e aperto sua mão e
digo:
-Psicóloga Ana
Garcia, como eu posso te ajudar senhor?
-Luke... Luke Adams.
Ele aperta minha mão
com firme e eu rapidamente puxo ela de volta, fico observando cada movimento
seu, ele se senta ainda sorrindo e eu fico esperando ele dizer o que quer mais
ele não diz nada ele apenas me olha nos olhos e fica sorrindo, então quebro meu
contato com o seus olhos e digo:
-O que você deseja
senhor Adams?
-Me chame de Luke.
-Claro Luke.
-Bem senhorita Garcia
eu apenas preciso de um diagnostico seu, meu medico diz que eu estou ficando
louco e que ouço vozes, mas não é isso a única coisa que eu preciso são meus
remédios para dor de cabeça.
-Você realmente ouve
vozes?
-Não.
-E o que você faz da
vida?
Seus olhos ficam
escuros e ele outra vez sorri, me olhando diretamente nos olhos outra vez e
diz:
-Coisas Ana, coisas
que o mundo não gostaria de ver nem saber.
Meu corpo estremece
com seu repentino pronunciamento, olho um pouco assustada para ele mais me
contenho e pergunto:
-E sobre a sua
família, como eles são?
-Melhor perguntar
como eles estão.
-E como eles estão?
-Mortos.
“Corra Ana apenas corra do caçador de almas”
Depois de uma rápida
conversa e assustadora com Luke dei logo os remédios que ele queria, eu queria
apenas que ele saísse da minha sala ele me causava arrepios estranhos, queria
ir apenas para casa deitar e descansar era apenas o que eu queria.
(...)
Acordei cedo no outro
dia com sempre e segui para o meu escritório em um dia normal e entediante da
minha vida, como não tinha pacientes resolvi ir embora mais cedo para casa, fui
para garagem do hospital e dirigi para minha casa quando cheguei resolvi
descansar um pouco tinha que processar o novo sonho que tive então liguei a TV
em um canal qualquer coloquei um vestidinho curto de ficar em casa e me deitei
no sofá, quando estava quase pegando no sono tocaram a campainha do meu
apartamento fiquei em silencio para a pessoa ir embora mais a pessoa insistiu levantei
e fui para porta nem olhei para o olho magico apenas abri a porta e lá esta
ele.
-Luke o que faz aqui?
“Esconda os seus medos atrás da
porta vermelha”
Fiquei parada na
porta sem reação e ele então me olhou confuso e disse:
-Não vai me convidar
para entrar?
Respondi rápido como
reflexo.
-Não.
Ele levantou a
sobrancelha sorriu e disse:
-Porque não?
-O que faz aqui?
-Ainda não respondeu
minha pergunta Ana.
-Nem você a minha.
Então ficamos um
tempo olhando um para o outro então eu disse:
-Não vai entrar
porque você é meu paciente e eu nem te conheço. Agora responde minha pergunta,
O que faz aqui?
-Bom já que me
respondeu, agora eu respondo – Ele da uma pausa sorri para mim e diz. – Eu
tenho umas manias estranhas Ana eu meio que te segui até aqui.
Paralisei na porta
meu olhar congelou no dele e não sabia o que fazer então apenas fiz o que uma
pessoa normal faria:
-Não volte mais aqui.
E fechei a porta sem
dar tempo para ele responder e soltei minha respiração de alivio então ouvi
passos do lado de fora e o elevador abrindo então congelei por um momento em
meu lugar, então parei e pensei hoje eu vou resolver tudo.
Fui até o ultimo
quarto, o quarto proibido o quarto onde estão todas as lembranças dos meus
pais, entrei e uma repentina dor veio ao meu coração e lagrimas aos meus olhos,
mas me contive e entrei ver tudo aquilo de novo doía muito fui andando por
entre as arraras de roupas que tinha ali e fui ate o armário onde deixava todos
os livros que minha mãe lia para mim os livros que meu pai estudava e na ultima
prateleira os diários de minha mãe.
Resolvi começar por
ali, peguei um dos diários da minha mãe e comecei a folear e não tinha nada,
peguei outro e nada outro e nada já estava quase desistindo quando peguei o
ultimo e também não tinha nada estava com raiva de mim mesma levantei e joguei
longe o diário que abriu todo e caiu no canto da parede, com raiva por te feito
isso andei ate o diário e quando eu fui pegar algo me chamou muita à atenção
uma nota da minha mãe dizia:
“Minha princesa eu sei que você vai guardar os meus diários, então
escrevi essa nota de rodapé para você, pequena aqui neste diário tem tudo sobre
mim e tudo que pode te ajudar enquanto estou viva posso te proteger”.
Olhando aquilo eu só
queria chorar mais me contive me levantei e guardei o diário e fui em direção à
porta quando virei para dar uma ultima olhada no quarto quando de relance vi um
pedaço de papel no chão andei até ele e tinha um numero marcado.
(xx) xxxx-xxxx
“Apenas esconda seus medos atrás
da sua porta vermelha”
E agora será que eu
ligo? Insegura claro que estou não sei que pode atender e se for alguém ruim
para mim mais se for alguém do bem? Pense Ana pense o que você vai fazer agora
PENSE. Para de ser insegura e ligue logo quem quer que seja não vai te fazer m al vamos Ana ligue logo.
Ok meu subconsciente
gritou então é melhor eu ir, levantei ainda com a cabeça girando e as pernas
tremendo e fui para o telefone discar o numero. Disquei e só ficava chamando
então caiu na caixa postal então resolvi deixar um recado:
“Olá aqui é Ana Garcia filha de Grace Garcia e um de seus diários tinha
esse numero marcado em um papel e eu ficaria feliz em saber quem é, por favor,
retorne quando puder.”
E desliguei, quando
ia levantar para guardar o diário o telefone toca e meu coração para cheguei
bem perto e esperei tocar outra vez então atendi:
-Alo quem fala.
-Ana? – Estremeci quando ouvi aquela voz.
-Sim é ela, quem fala?
-É o Luke. – E agora o meu mundo desmoronou.
-Desculpe foi engano.
-Como você conseguiu meu numero Ana?
-Nada não Luke tchau.
-Ana nem pense em desligar.
Eu nem pensei apenas
desliguei, tenho medo do que ele pode fazer ele pode ser o assassino dos meus
pais, mas pensando por um lado ele é novo para ter feito isso, já passou anos e
parece que ele tem a minha idade.
“Pare de pensar tanto Ana, agora
tente agir mais”.
Resolvi dormir estava
cansada precisava processar tudo que tinha acontecido hoje estava ainda tudo
muito confuso em minha cabeça, então fui deitar:
...Estava sentada
encolhida atrás do armário e chorando, então ouvi uma voz me chamando e uma
pessoa que estava vindo em minha direção, era um garoto parecia da minha idade
e ele pedia para eu ir com ele mais eu negava, pois minha mãe disse que não era
pra eu ir com ninguém eu não conseguia ver seus olhos eu só o ouvia chamando.
-Venha menina você
não pode ficar aqui.
Eu não via seu rosto
mais ouvia sua voz, eu conhecia aquela voz... Então uma luz bateu em seu rosto
e eu vi que era ele... Era o
E de novo acordei
assustada suando, e sem saber quem era o menino dos meus sonhos sei que não era
o Luke como ele ia estar lá se ele nem morava perto da minha casa isso não faz
nenhum sentido, não tem nem um pingo de sentido nisso. Parei d pensar nisso e
resolvi investigar.
(...)
Fui para o trabalho
mais hoje não tinha nenhum horário marcado então comecei a revirar minhas
fichas de pacientes para achar a de Luke... Luke Adams eu procurei e não
conseguia achar mais não desisti então depois de longos minutos a achei perdida
dentro da minha gaveta então quando ia começar a olhar ouvi batidas em minha
porta bufei com raiva e disse alto:
-Pode entrar.
Então ali estava ele
outra vez me olhando com aquele olhar penetrante, congelei em meu lugar e
lembrei que estava com a ficha dele em mãos então eu rapidamente guardei ela
olhei para ele e disse:
-Julia não esta ai
fora?
-Não, mas não é sobre
ela que quero falar.
-O que quer então?
-Eu quero varias
coisas senhorita Garcia mais nem tudo me convém.
Disse ele sorrindo, e
com o olhar cheio de desejo como se eu fosse à presa fácil dentro daquela sala,
me encolhi como se aquela cadeira fosse o meu porto seguro então eu encarei ele
e disse:
-Conte o que deseja
senhor Adams?
-Primeiro porque me
ligou ontem como consegui meu numero? – Ele disse dando passos em direção a mim
e não a cadeira.
-Eu já disse que foi
engano disquei o numero errado seu numero é parecido com o da minha irmã.
-Você não tem irmãs.
Ele disse e nos dois
congelamos como ele sabia disso? Ninguém a não ser Julia sabia disso como ele
sabia?
-Luke como você sabe
disso?
Ele parou me olhou e
não disse nada ficava procurando um lugar para olhar então quando encontrou
meus olhos outra vez disse:
-Desculpe eu tenho
que ir.
E quando ele levantou
para ir para fora eu me levantei apressada e corri e fechei a porta antes dele
sair e acabei ficando mais perto dele do que eu queria me afastei e encostei-me
à porta, e olhei em seus olhos e disse:
-Como você sabe que
eu não tenho irmã?
-Sei muitas coisas
sobre você Ana.
-Conte o que sabe.
-Primeiro você é uma
garota realmente muito linda – Ele disse afastando o cabelo que estava em meu
rosto – Segundo é muito curiosa – Ele se aproxima tanto de meu rosto que posso
sentir sua respiração – Terceiro eu sei coisas sobre você que nem você sabe.
Então ele se
aproximou de mim e eu disse:
-Você não respondeu
minha pergunta.
-E nunca vai saber.
Ele disse e depositou
um rápido selinho em meus lábios e em um momento de distração abriu a porta e
saiu antes que eu pudesse reclamar ou dizer algo, eu fiquei um bom tempo parada
na porta então me lembrei do que estava fazendo antes dele chegar, então voltei
a minha mesa e peguei seu relatório e comecei a ler:
Nome: Luke Adams
Idade: 22 anos
Depois vinha seu
endereço algumas perguntas desnecessárias, de tipo sanguíneo alguma doença e
outras coisas, mas o que me chamou a atenção foi o seu numero não era o mesmo
que eu tinha e como foi que ele atendeu?
Fiquei incomodada com
aquilo então eu vou descobrir, levantei determinada coloquei meu jaleco no
armário peguei minhas coisas anotei seu outro numero e seu endereço e sai
direto para o elevador da garagem não queria perder tempo. Coloquei em meu GPS
o lugar e calculei a rota em meia hora estaria lá.
(...)
O tempo passou
escureceu e então finalmente cheguei lá, de longe na estrada eu conseguia ver
uma casa grande, ela ficava muito afastada da cidade no meio das arvores...
Arvores as arvores dos meus sonhos, não isso não pode ser arvores são todas
iguais pode ser coincidência.
“Vem vamos Ana coragem ele não
vai te fazer nenhum mal.”
Minha consciência
gritou na minha cabeça então estacionei o carro longe da casa para ele não
perceber que estava lá, desci peguei minha lanterna e fui caminhando por entre
as arvores até chegar na casa e quando cheguei eu ouvi um grito de uma garota,
me assustei e me escondi por entre as arvores então olhei para o andar de cima
onde a luz estava acesa e vi um rapaz parado com uma faca cheia de sangue na
mão e gritos de terror da garota então quando sai do meu esconderijo que eu
olhei o rapaz olhou de volta e era ele era o Luke ele estava lá estava matando
aquela garota, ele olhou para mim com aqueles olhos cinzas e saiu daquele
cômodo e eu então comecei a correr eu corria o mais rápido que podia mais eu
sabia que ele estava perto de mim eu ouvia ele gritando, então foi neste
momento que lembrei do meu sonho era ele era Luke que queria me matar era ele o
tempo todo era ele o assassino dos meus pais.
-Corra o mais rápido
que puder meu bem, mas quando eu te encontrar vai ser bem pior para você.
“Corra Ana corra do caçador de
almas”
-Não fuja querida, eu
sinto você sinto pureza de sua alma eu quero para mim, não corra querida.
Eu preciso chegar ao
meu carro preciso ligar para a policia.
-Estou mais perto do
que você possa imaginar querida.
E quando estava a
chegar ao meu carro alguém me segurou e disse:
-Te peguei.
Então comecei a
gritar só gritava estava com medo não sabia o que ele poderia fazer comigo
então comecei a dar socos no ar tentando atingir que me segurava então abri os
olhos e vi o Luke com um olhar preocupado e ele disse:
-Ana o que esta
fazendo aqui porque esta aqui?
-ME SOLTA SEU
ASSASINO.
-Ana o que esta
dizendo se acalma.
Parei um momento de
gritar e olhei para ele, estranho ele não estava mais com aquela roupa branca
cheia de sangue ele estava com a mesma roupa quando estava no meu consultório,
olhei de novo para o seu rosto e ele não tinha aquela pinta de baixo do olho
esquerdo parei e sussurrei:
-Como você trocou de
roupa tão rápido?
-Como assim Ana eu
acabei de chegar em casa o que você faz aqui?
-Tem um homem muito
parecido com você na sua casa e ele estava matando uma garota Luke me ajuda
será que eu estou louca?
O olhar se Luke parou
quando disse outro cara ele sabia o que estava acontecendo mais ele não me
dizia nada, então ele respirou fundo e disse:
-Ana vá para seu
carro e sai daqui agora.
-Não eu não vou
embora eu vou com você.
-Eu disse AGORA. –
Gritou ele com uma voz sombria e um olhar ameaçador.
-NÃO – E fiquei ao
lado dele.
Ele bufou nervoso e
começou a andar por entre as arvores ate chegar a casa subimos ate a varanda e
paramos na porta ele esperou um tempo e abriu a casa era muito bonita mais dava
um pouco de medo, caminhamos em silencio ate a sala principal e lá estava
aquele cara de novo que olhou para mim e depois para Luke e disse:
-Luke que bom te ver
irmão.
E nessa hora meu
mundo congelou IRMÃO, como assim? Dei uns passos para trás e só fiquei olhando
eles conversando então Luke disse:
-Peter o que faz
aqui?
-Estava atrás de você
irmão e essa pequena vadia que estar ai com você me ajudou a te achar mais ela
acabou estragando a surpresa que eu tinha pra você.
-Porque voltou agora?
Não vejo você desde...você sabe quando.
-O que não quer
falar, desde do assassinato dos pais dessa vadia?
Parei e olhei para
eles assustada e disse:
-O que você sabe
sobre isso Luke.
-Vai Luke conte a
ela.
-Ana eu nunca tive
nada a ver com isso eu juro Peter junto com nosso pai matou eles, eu te salvei
aquela noite você não lembra? Eu tirei você de lá.
-Conte o que você faz
com o meu pai Luke CONTE.
-EU O MATEI, eu o
matei.
Estava surpresa com
tudo aquilo então entre lagrimas sussurrei:
-Por quê?
E em um rápido
movimento Peter levantou e pegou a faca e veio para cima de mim e gritava:
-VOCÊ QUE FEZ ISSO
COM NOSSO PAI, LUKE MATOU NOSSO PAI POR VOCÊ E MATOU MUITAS PESSOAS SÓ PARA TE
PROTEGER.
Assustada eu fui
dando passos para traz ate chegar à porta então Luke entrou na frente de nos
dois jogou Peter no chão pegou a faca e disse:
-E só faltou você
irmãozinho.
E sem dó Luke enfiou
a faca em seu coração fazendo Peter dar seu ultimo suspiro de vida, e eu meu
suspiro de terror eu não sabia o que fazer apenas observava tudo de longe
encostada na parede como uma criança.
(...)
Fiquei apenas sentada observando os movimentos
de Luke que tirou o Peter e levou para o quintal e depois tirou a garota que
estava lá em cima e levou para o quintal também e acho que enterrou eles dois,
eu não quis ver e depois de tudo terminado e limpo ele sentou ao meu lado e
disse:
-Ana você esta bem.
-Luke me conte o que
aconteceu com os meus pais, por favor.
-Tudo bem.
Ele deu um longo
suspiro e começou a contar:
-Meu pai ele era um
Serial Killer e toda a vez que mudávamos para um novo lugar ele estudava a
vizinhança e sorteava uma família para matar ele era doente, e a sua família
foi sorteada então ele estudou cada movimento da sua família e quando chegou o
dia foi matar eles mais eu não queria que ele fizesse isso eu estava cansado de
tudo isso.
-Mais como eu
sobrevivi?
-Eu distraí meu pai
chamei a policia e quando ela chegou ele fugiu, tentei te tirar de lá mais você
disse que não podia que sua mãe não deixava.
-Porque me defendeu?
-Porque eu comecei a
adorar o seu jeito e eu senti que precisava te proteger.
-Então você matou seu
pai?
-Sim, ele depois de
um tempo colocou pessoas atrás de você para te perseguir e te matar, então eu o
matei e matei a cada um que ia te fazer mal.
-Até seu irmão;
-Sim, Peter tinha
fugido ele era o ultimo para matar agora tudo acabou.
-Acabou.
Tudo isso era coisa
de mais para eu pensar então fiz o que uma pessoa normal faria me levantei
tirei o pó da minha olhei bem para Luke e disse:
-Caso resolvido, eu
não vou voltar a te ver eu só quero esquecer o que aconteceu aqui fique calmo
eu não vou te denunciar.
-Ana você pode ficar
aqui na precisa ir.
-Adeus Luke Adams.
“Vá em frente e não olhe para
traz”
Um mês depois:
Estava bem e todo
aquele episodio já tinha passado na minha cabeça estava de volta ao meu
consultório estava bem e feliz então ouvi batidas na porta e disse:
-Entre.
E em questão de
segundos meu mundo aparou outra vez e aqueles olhos cinza olharam como se visse
através de mim e aqueles lindos lábios sorriram encantadores e com um pequeno
buque na mão ele apenas disse:
-Podemos começar
outra vez?
Fim.